Cabeças Moldadas: A Antiga Prática de Deformação Artificial ao Redor do Mundo
Ao longo dos milênios, diferentes culturas ao redor do mundo desenvolveram a prática de deformação artificial dos crânios. Essa tradição foi encontrada em povos ancestrais de todos os continentes habitados por humanos, demonstrando que essa prática não era exclusiva de uma região ou cultura específica. Arqueólogos identificaram restos mortais com crânios moldados em sítios na Itália e na China, datados de mais de 12 mil anos.
A deformação artificial dos crânios foi realizada por adultos que modificavam a cabeça de seus filhos para manter a posição de privilégio da família ou por devoção religiosa. Em alguns casos, essa prática era considerada necessária para garantir o sucesso e a prosperidade das crianças. Acredita-se que a deformação artificial dos crânios tenha sido realizada com uma variedade de métodos, incluindo compressão, alongamento e moldagem.
Em sua pesquisa, o antropólogo Matthew Velasco detalhou as tradições de dois povos ancestrais: os Collaguas e os Cavanas. Esses povos habitavam o Vale do Colca, no Peru, e acredita-se que tenham realizado a deformação artificial dos crânios como uma forma de garantir vantagens para suas crianças. A prática foi encontrada em restos mortais datados do início do século VI.
A deformação artificial dos crânios não era exclusiva da América pré-colombiana. Em outros continentes, povos ancestrais também realizaram essa prática. Por exemplo, na Europa, restos mortais com crânios moldados foram encontrados em sítios na Itália e na Alemanha. Além disso, a China também apresenta evidências de deformação artificial dos crânios.
Acredita-se que a deformação artificial dos crânios tenha sido realizada por uma variedade de motivos. Em alguns casos, era considerada necessária para garantir o sucesso e a prosperidade das crianças. Em outros casos, era realizada como um gesto de devoção religiosa ou para manter a posição de privilégio da família. A prática foi encontrada em diferentes culturas ao redor do mundo, demonstrando que essa tradição não era exclusiva de uma região ou cultura específica.
Em resumo, a deformação artificial dos crânios foi uma prática antiga e amplamente disseminada ao longo da história. Povos ancestrais de todos os continentes habitados por humanos realizaram essa prática, demonstrando que era considerada necessária para garantir o sucesso e a prosperidade das crianças ou como um gesto de devoção religiosa. A pesquisa continua a revelar novas evidências dessa prática antiga, permitindo que os pesquisadores entendam melhor as culturas ancestrais ao redor do mundo.