Como a Oficina de Arduino Está Inspirando Meninas a Conquistar o Mundo da Tecnologia

Leonid Stepanov
Leonid Stepanov

A presença feminina na tecnologia ainda é um tema que precisa de atenção, e iniciativas como a oficina de Arduino promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e outros projetos parceiros estão abrindo caminhos importantes para mudar esse cenário. A oficina, que aconteceu em 18 de março e foi destinada a alunas do ensino fundamental das Escolas Classe 410 Norte e 102 Norte, tem como objetivo incentivar meninas a explorar o mundo da programação e eletrônica, ajudando a aumentar a presença feminina na área da tecnologia. Essas ações não apenas visam o empoderamento feminino, mas também buscam promover a igualdade de gênero em um setor tradicionalmente dominado por homens.

A oficina de Arduino se tornou um grande marco para as participantes, permitindo que elas tivessem o primeiro contato com a programação de forma prática e envolvente. O foco da atividade foi fornecer as bases da programação, lógica e desenvolvimento de projetos eletrônicos, um campo repleto de possibilidades e inovação. A importância de iniciativas como essa é reforçada por nomes importantes no cenário da tecnologia e inovação, como o secretário da Secti, Leonardo Reisman, que destacou a escassez de mulheres nas áreas de tecnologia, como acontece na Universidade de Brasília (UnB), onde apenas 15% dos alunos nos cursos de tecnologia são mulheres.

Além disso, as palavras de Giselle Ferreira, titular da Secretaria da Mulher, também chamaram a atenção para a relevância do conhecimento como uma ferramenta de transformação. Ela fez um apelo para que as meninas aproveitassem a oportunidade para expandir seus horizontes e, quem sabe, despertar uma nova paixão pela tecnologia. A educação é uma chave importante para garantir que mais mulheres se sintam preparadas e confiantes para seguir carreiras nesse universo. Ao dar visibilidade a essas oportunidades, iniciativas como a oficina de Arduino permitem que mais meninas se sintam representadas e encorajadas a explorar áreas em que, historicamente, têm sido minoria.

Os desafios enfrentados pelas mulheres na tecnologia não são apenas relativos ao acesso, mas também à falta de representatividade. Segundo a professora Aleteia Araújo, responsável pelo Meninas.comp, projeto da Universidade de Brasília que já impactou mais de 20 escolas, muitas meninas não se interessam pela tecnologia simplesmente porque não têm acesso a ela desde cedo. A professora compartilhou que a intenção do Meninas.comp é entrar nas escolas e despertar o interesse das alunas, mostrando que elas podem ter sucesso em áreas como programação e robótica. Isso não só amplia as oportunidades para essas jovens, mas também muda a percepção da sociedade sobre o papel da mulher na tecnologia.

A participação de meninas em oficinas como a de Arduino também tem um papel crucial no combate à desigualdade de gênero. A professora Andreia Santos, que coordenou a atividade, destacou que, caso a oficina fosse aberta para todos os estudantes, a maioria dos participantes provavelmente seriam meninos, o que demonstra a disparidade existente. Esse cenário reflete uma cultura enraizada, onde as meninas são desencorajadas a explorar áreas científicas e tecnológicas. Contudo, ações afirmativas como essa oficina buscam corrigir esse desequilíbrio, proporcionando a elas um espaço seguro e estimulante para aprender e crescer nesse setor.

No entanto, a participação de meninas na tecnologia não se limita apenas ao aspecto acadêmico. Jovens como Amelie Castro, de 11 anos, já estão começando a se envolver com tecnologia em suas vidas cotidianas, influenciadas por suas experiências pessoais. Amelie, por exemplo, se aventura na edição de vídeos graças ao incentivo de seu pai, que trabalha com cinema. Embora ainda esteja aprendendo, ela já vê a possibilidade de seguir carreira na área e acredita que a liberdade para escolher seu caminho é essencial. Histórias como a de Amelie mostram que a tecnologia não é algo distante, mas uma ferramenta acessível que pode ser aprendida desde cedo.

O envolvimento das meninas na tecnologia também é impulsionado pela visão de que este campo será cada vez mais central nas profissões do futuro. Para a jovem Nycolle Alencar, de 13 anos, a tecnologia representa um futuro em que todos estarão imersos, e por isso, é essencial que se tenha, no mínimo, um conhecimento básico para não ficar para trás. Sua visão é compartilhada por muitas jovens, que estão começando a perceber a importância de se capacitar para os desafios e oportunidades que surgem à medida que o mundo se torna mais digital. A partir de agora, iniciativas como as oficinas de Arduino devem se espalhar para que mais meninas tenham a chance de se inserir nesse universo de inovação.

Iniciativas como a oficina de Arduino vão além do simples aprendizado técnico. Elas buscam, principalmente, promover a equidade de gênero na tecnologia e inspirar novas gerações de mulheres a se destacarem no campo da ciência e inovação. Ao apoiar projetos como esse, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde meninas e mulheres têm as mesmas oportunidades de sucesso. Cada vez mais, essas ações são essenciais para garantir que o futuro da tecnologia seja mais diverso e inclusivo, refletindo a pluralidade de ideias e perspectivas que só as mulheres podem trazer.

A oficina de Arduino é um exemplo claro de como a tecnologia pode ser utilizada como ferramenta de transformação social. Ao proporcionar esse tipo de experiência para as meninas, estamos não só ampliando as possibilidades de carreira para elas, mas também contribuindo para a construção de um setor tecnológico mais inclusivo e igualitário. O futuro da tecnologia passa, sem dúvida, pela inclusão das mulheres, e iniciativas como essa são fundamentais para garantir que esse futuro seja cada vez mais representativo.

Autor: Leonid Stepanov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital

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