A reconstrução mamária evoluiu significativamente nas últimas décadas, informa o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, oferecendo resultados cada vez mais naturais e seguros para pacientes que passaram por mastectomia. Atualmente, a reconstrução é considerada parte do tratamento integral, contribuindo não apenas para a aparência física, mas também para a recuperação emocional e social da paciente.
Se você quer entender quais são as técnicas modernas de reconstrução mamária e o que pode esperar em termos de resultados e recuperação, continue a leitura.
Reconstrução com implantes: indicações e características
A utilização de implantes é uma das técnicas mais conhecidas e pode ser indicada em diferentes situações, especialmente quando há tecido cutâneo suficiente para acomodar a prótese ou quando a paciente deseja um procedimento menos complexo. Em alguns casos, é necessário o uso de expansores temporários para preparar a pele antes da colocação definitiva do implante, apresenta Hayashi. Esse processo ocorre em etapas e permite melhor adaptação dos tecidos.

Embora seja uma técnica amplamente utilizada, a reconstrução com implantes pode demandar revisões futuras, principalmente quando há histórico de radioterapia, que pode alterar a qualidade da pele e aumentar o risco de contraturas. Algumas outras técnicas também evoluíram, confira agora!
Técnicas autólogas e avanços em microcirurgia
As reconstruções autólogas utilizam tecidos da própria paciente, geralmente retirados do abdômen, costas ou outras regiões. Técnicas modernas, como o retalho DIEP, preservam a musculatura e utilizam apenas pele e gordura, reduzindo impactos funcionais.
Milton Seigi Hayashi explica que esses procedimentos exigem equipe especializada em microcirurgia, pois envolvem a conexão de vasos sanguíneos sob microscópio para garantir a viabilidade do tecido transferido. Apesar de serem cirurgias mais longas, os resultados tendem a ser duradouros e apresentam textura e aparência mais natural, o que pode ser um fator decisivo para muitas pacientes.
Escolha da técnica e personalização do tratamento
Não existe uma única técnica ideal para todas as pacientes. A escolha depende de fatores como tipo de tratamento oncológico realizado, condições clínicas, estrutura corporal, preferências pessoais e expectativas em relação ao resultado.
Além disso, o momento da reconstrução, seja imediata ou tardia, influencia diretamente no planejamento cirúrgico. Avaliações conjuntas com a equipe oncológica ajudam a definir a melhor estratégia para cada caso. Conforme considera o médico cirurgião, Hayashi, a personalização do tratamento é essencial para equilibrar segurança, funcionalidade e satisfação com o resultado final.
Resultados esperados e necessidade de procedimentos complementares
A reconstrução mamária geralmente ocorre em mais de uma etapa, menciona Milton Seigi Hayashi. Após a formação do volume e do contorno da mama, podem ser realizados ajustes de simetria e reconstrução do complexo aréolo-papilar.
Esses procedimentos complementares contribuem para melhorar o aspecto estético e a harmonia corporal, embora não sejam obrigatórios em todos os casos. É importante que a paciente compreenda que o resultado final é progressivo e pode levar meses para se consolidar, considerando o tempo de cicatrização e adaptação dos tecidos.
Recuperação e acompanhamento a longo prazo
O período de recuperação varia conforme a técnica utilizada. Em reconstruções com implantes, o retorno às atividades costuma ser mais rápido, enquanto técnicas autólogas exigem maior tempo de repouso devido às áreas doadoras.
Consultas regulares permitem monitorar cicatrização, avaliar resultados e identificar precocemente qualquer intercorrência. Junto a isso, o acompanhamento contínuo garante que ajustes possam ser feitos, caso necessário. A orientação adequada no pós-operatório é parte fundamental do sucesso do tratamento reconstrutivo.
Tecnologia e cuidado caminham juntos na reconstrução
As técnicas modernas de reconstrução mamária oferecem alternativas seguras e eficazes para pacientes que desejam recuperar a forma e a confiança após o tratamento do câncer. Com planejamento adequado e equipe especializada, é possível alcançar resultados naturais e duradouros.
Ao aliar conhecimento técnico, experiência cirúrgica e cuidado humanizado, Milton Seigi Hayashi considera que a reconstrução deve ser tratada como parte integrante do processo de recuperação, respeitando as necessidades e expectativas de cada paciente. Com isso, buscar informação, dialogar com profissionais especializados e participar das decisões são passos fundamentais para uma reconstrução bem-sucedida e segura.
Autor: Leonid Stepanov
